3º/7º GAv - Esquadrão Netuno

 

O Sétimo Grupo de Aviação tem suas origens nos Grupos de Patrulha (GP), implantados em fevereiro de 1942, quase um ano após a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, esta pela absorção da Aviação Naval e da Aviação do Exército. Durante a Segunda Guerra Mundial, devido aos ataques de submarinos alemães e italianos contra navios mercantes brasileiros, a FAB começou a empreender missões de patrulha empregando todos os meios aéreos disponíveis na época. Ao término da Segunda Guerra Mundial, a FAB possuía uma Aviação de Patrulha com o mesmo nível operacional e com aviões idênticos aos empregados pela Aviação Naval da Marinha Americana.

 

Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. O 7º GAv operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

 

No dia 10 de abril de 1978 chegou à Base Aérea de Salvador o primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira, sendo essa a aeronave utilizada até os dias de hoje pelos quatro esquadrões que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II FAe) e com o objetivo de realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro. O Bandeirante Patrulha está equipados com um radar de busca APS-128 Super Searcher, equipamentos de comunicação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT. O armamento pode ser composto por quatro lançadores SBAT-70/7 ou quatro foguetes SBAT-127 instalados sob as asas.

 

No dia 27 de setembro de 1990 foi criado o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Netuno, sediado em Belém, no Pará. Assim como o 2º/7º GAv, o principal motivo para a criação do 3º/7º GAv foi a pequena autonomia do Bandeirante Patrulha, substituto do Lockheed P-15 Netuno. O Esquadrão Netuno foi ativado para operar os P-95A Bandeirante Patrulha na Região Norte do Brasil.

 

O nome do esquadrão foi inspirado no deus mitológico Netuno. De acordo com a tradição romana, é o soberano de todos os mares, e é filho de Saturno, protetor dos navegantes, assim como o 3°/7° GAv é o guardião dos mares da região norte do Brasil.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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