1º/9º GAv - Esquadrão Arara

 

O Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAv), o Esquadrão Arara, foi criado provisoriamente na Base Aérea de Belém, no Pará, no dia 24 de março de 1970 através do Decreto nº 66.371, sendo transferido para sua sede definitiva, a Base Aérea de Manaus, no Amazonas, no dia 17 de abril do mesmo ano. O Esquadrão Arara está subordinado à Quinta Força Aérea (V FAe) e atua em coordenação com o VII COMAR, que também tem sua sede em Manaus e a COMARA, Comissão de Aeroportos da Região Amazônica.

 

O Esquadrão Arara iniciou suas atividades utilizando as aeronaves De Havilland DHC-5 Buffalo de fabricação canadense (designadas na FAB como C-115 Búfalo) e realizando missões de transporte de tropa, transporte logístico e ressuprimento para as Unidades da FAB, do Exército e da Marinha do Brasil, principalmente na região amazônica, onde as características de pousos e decolagens curtas dessas aeronaves permitiam operar em locais de difícil acesso, onde muitas vezes não existiam pistas para aeronaves do seu porte. Os Búfalos tinham uma capacidade de carga de 4.000 kg e podiam lançá-las em vôo através de sua rampa traseira. A sua velocidade não era considerada alta, mas a sua robustez e autonomia favoreceram a sua operação em regiões como a Amazônia, onde grandes distâncias precisavam ser superadas.

 

Depois de 38 anos de atuação no Esquadrão Arara, os Búfalos foram desativados em março de 2008, quando o 1º/9º GAv já estava operando com as aeronaves CASA/EADS C295, fabricadas na Espanha e designadas na FAB como C-105A Amazonas. Equipados com dois motores Pratt & Whitney Canada PW127G e hélices Hamilton Standard 586-F com seis pás, os Amazonas oferecem o dobro de capacidade de transporte de carga e de passageiros, com maior velocidade e autonomia, substituindo com muitas vantagens os lendários Búfalos.

 

No início das operações na FAB, os C-105A Amazonas do Esquadrão Arara não tinham o símbolo da Unidade no estabilizador vertical, que começou a ser aplicado somente alguns anos depois, no padrão de baixa visibilidade. Em 2012, o símbolo passou a ser pintado em preto com detalhes brancos e a designação das aeronaves foi alterada de C-105A para C-105. 

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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