2º/6º GAv - Esquadrão Guardião

 

O 2° Esquadrão do 6° Grupo de Aviação foi criado no dia 16 de dezembro de 1947 e foi ativado em novembro de 1956 na Base Aérea de Recife, para cumprir missões de reconhecimento fotográfico com os Boeing RB-17G Flying Fortress. Em maio de 1969 o 2°/6° GAv foi desativado e seu efetivo distribuído para outras Unidades. Após quase 30 anos, no dia 18 de janeiro de 1999, o 2°/6° GAv foi reativado mas a sua base não seria mais em Recife, ele permaneceu sediado junto às instalações do Comando Geral do Ar em Brasília até 18 de janeiro de 2000, quando foi incorporado à Base Aérea de Anápolis. A sua reativação estava diretamente ligada aos objetivos do Sistema de Vigilância da Amazônia, mais conhecido como SIVAM.

O SIVAM é o maior e mais sofisticado projeto ambiental do planeta e foi elaborado pelas Forças Armadas do Brasil para monitorar o espaço aéreo e promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A coleta de dados é feita por satélites e aeronaves de vigilância e sensoriamento, estações, satélites e radares meteorológicos, radares fixos e aerotransportáveis, sensores de monitoramento de comunicação e os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. Esses dados estão à disposição dos órgãos governamentais para seus planejamentos e auxiliam na tomada de decisões. Entre os maiores usuários do SIVAM estão os Ministérios da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, da Integração Regional, das Minas e Energia, da Saúde, da Agricultura, da Defesa e da Justiça, além de diversos órgãos como o IBAMA, IBGE, FUNAI, Universidades, Defesa Civil, Polícia Federal, Secretarias Estaduais e Municipais e outros organismos governamentais e não-governamentais.

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram incorporadas pelas Alas, passando a subordinação das suas Unidades Aéreas para as respectivas Alas. Assim, em janeiro de 2017, a Base Aérea de Anápolis foi desativada e passou a fazer parte da Ala 2, sediando o 2º/6º GAv Esquadrão Guardião, o 1º GDA Esquadrão Jaguar, o 1º GTT Esquadrão Zeus (anteriormente sediado na Base Aérea do Galeão) e o 1º/6º GAv Esquadrão Carcará (anteriormente sediado na Base Aérea de Recife).

Em meados de 2020, o Comando da Aeronáutica decidiu reativar os Comandos Aéreos Regionais. As Alas não foram extintas, mas as Bases Aéreas foram reativadas e receberam de volta o comando das suas Unidades Aéreas.

Aeronaves

O Esquadrão Guardião utiliza cinco aeronaves Embraer R-99A equipadas com radares Ericsson PS-890 Erieye e três R-99B com radares de visão lateral de abertura sintética e scanner multiespectral EPS-31T. Além de atender aos objetivos do SIVAM, o Esquadrão Guardião introduziu o Alarme Aéreo Antecipado e o Sensoriamento Remoto na Força Aérea Brasileira, elevando o patamar operacional e proporcionando novas aplicações em operações militares e missões SAR (Busca e Salvamento). Em 2008, a designação do R-99A foi alterada para E-99 e os R-99B passaram a ser apenas R-99.

No dia 03 de dezembro de 2020 o Esquadrão Guardião recebeu o primeiro E-99 modernizado pela Embraer. Além do radar Erieye-ER com maior alcance, o E-99M recebeu um novo conjunto de comunicação, um novo sistema IFF (Identification Friend or Foe) e agora conta com uma suíte SIGINT (Signals Intelligence) e sistemas de autoproteção. Os R-99 também estão sendo modernizados, recebendo novos sensores e sistemas de comunicação e navegação, mas a sua denominação não foi alterada.

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

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