3º/7º GAv - Esquadrão Netuno

 

A primeira Unidade Aérea de Patrulha que se tem registro no Brasil foi a Primeira Flotilha de Bombardeio e Patrulha, criada na Aviação Naval em 1931. O Sétimo Grupo de Aviação tem suas origens nos Grupos de Patrulha (GP), implantados em fevereiro de 1942, quase um ano após a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, esta pela absorção da Aviação Naval e da Aviação do Exército. Durante a Segunda Guerra Mundial, devido aos ataques de submarinos alemães e italianos contra navios mercantes brasileiros, a FAB começou a empreender missões de patrulha empregando todos os meios aéreos disponíveis na época.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, a FAB possuía uma Aviação de Patrulha de mesmo nível operacional e com aviões idênticos aos empregados pela Aviação Naval da Marinha Americana. Porém, em poucos anos, a Aviação de Patrulha brasileira praticamente deixou de existir por diversos fatores, inclusive econômicos.

Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. O 7º Gav operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

No dia 10 de abril de 1978 chegou à Base Aérea de Salvador o primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira, sendo essa a aeronave utilizada até os dias de hoje pelos quatro esquadrões que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II Fae) e com o objetivo de realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro.

O Bandeirante Patrulha em sua versão P-95B está equipados com radar de busca APS-128 Super Searcher, equipamentos de comunicação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT. O armamento pode ser composto por quatro lançadores SBAT-70/7 ou quatro foguetes SBAT-127 instalados sob as asas.

 

No dia 27 de setembro de 1990 foi criado o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º Gav), conhecido como Esquadrão Netuno, sediado em Belém, no Pará. Assim como o 2º/7º Gav, o principal motivo para a criação do 3º/7º Gav foi a pequena autonomia do Bandeirante Patrulha, substituta do Lockheed P-15 Netuno. O Esquadrão Netuno foi ativado para operar os Bandeirantes Patrulha na Região Norte do Brasil, sendo as suas aeronaves do modelo P-95A.

O nome do esquadrão foi inspirado no deus mitológico Netuno. De acordo com a tradição romana, é o soberano de todos os mares, e é filho de Saturno, protetor dos navegantes, assim como o 3°/7° GAv é o guardião dos mares da região norte do Brasil.

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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