2º/7º GAv - Esquadrão Phoenix

 

Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. No dia 08 de novembro do mesmo ano, foi criado o Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Orungan. O 7º GAv operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958, chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar o Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

O Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Phoenix, foi criado pela Portaria Reservada nº 298/GM3, de 11 de setembro de 1981 e ativado em 15 de fevereiro de 1982, sediado na Base Aérea de Florianópolis, Santa Catarina, com o objetivo de realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro. O principal motivo de sua criação foi a entrada em serviço do Bandeirante Patrulha, uma aeronave com autonomia bem inferior ao Lockheed P-15 Netuno que ele estava substituindo. Devido às dificuldades de cobrir a Região Sul do litoral brasileiro, foi criado o 2º/7º GAv para operar o Embraer P-95B Bandeirante Patrulha nessa região.

O P-95B estava equipado com o radar de busca Eaton AN/APS-128 Super Searcher, equipamentos de comunicação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT. O armamento podia ser composto por quatro lançadores SBAT-70/7 ou quatro foguetes SBAT-127 instalados sob as asas. Com a entrada em serviço dos P-3AM Orion no Esquadrão Orungan e a desativação do Esquadrão Cardeal, algumas aeronaves dessas Unidades foram repassadas para o Esquadrão Phoenix, inclusive alguns Bandeirantes Patrulha da versão P-95A.

O nome Phoenix vem de uma ave da mitologia egípcia, que se consumiu em chamas ao final da sua vida, renascendo de suas próprias cinzas, muitos anos depois. Em Florianópolis existiu um Esquadrão de Patrulha Marítima durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi extinto e ressurgiu quase 40 anos depois, como uma Phoenix.

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram incorporadas pelas Alas, passando a subordinação das suas Unidades Aéreas para as respectivas Alas. Assim, em janeiro de 2017, a Base Aérea de Canoas foi desativada e passou a fazer parte da Ala 3, sediando o 2º/7º GAv Esquadrão Phoenix (anteriormente sediado na Base Aérea de Florianópolis), o 1º/14º GAv Esquadrão Pampa e o 5º ETA Esquadrão Pégaso.

Em meados de 2020, o Comando da Aeronáutica decidiu reativar os Comandos Aéreos Regionais. As Alas não foram extintas, mas as Bases Aéreas foram reativadas e receberam de volta o comando das suas Unidades Aéreas.

Aeronaves

Em setembro de 2013 o Esquadrão Phoenix recebeu o P-95BM FAB-7103, o primeiro Bandeirante Patrulha modernizado entregue para a Força Aérea Brasileira. O P-95BM está equipado com o moderno radar Selex Seaspray 5000E, que permite a detecção de alvos marítimos em distâncias superiores a 350 km, equipamentos de comunicação, navegação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT, além de painel de instrumentos com quatro telas digitais. Os seus sistemas de guerra eletrônica também foram melhorados.

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

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