2º/8º GAv - Esquadrão Poti

 

O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv), conhecido como Esquadrão Poti, tem suas origens no Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM) no Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (1º/5º GAv), na Base Aérea de Natal. Essa Unidade operava os bimotores Douglas B-26 Invader e foi transferido no início de 1971 para a Base Aérea do Recife. Através da Portaria nº R-004/GM3, de 17 de abril de 1973, foi determinada a desativação do 1º/5º GAv e a ativação do Segundo Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (2º EMRA), subordinado ao Comando Aerotático, adotando como símbolo a figura do índio Poti.

 

A denominação Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv) foi implantada através da Portaria nº R-239/GM3, de 09 de setembro de 1980. A sua principal missão era formar e treinar pilotos e tripulantes de helicópteros em diversas missões, mantendo o preparo técnico-profissional de suas equipagens, permitindo o cumprimento de missões na Tarefa Operacional de Superioridade Aérea: Interceptação, Ataque, Escolta, PAC (Patrulha Aérea de Combate) e demais missões da Tarefa Operacional de Apoio ao Combate, além de executar as chamadas Operações Especiais: infiltração e exfiltração de tropas (utilizando as técnicas de Rapel, Pouso de Assalto e McGuire), Busca e Salvamento (SAR) e Busca e Salvamento em Combate (C-SAR) tanto na selva como no mar.

 

No final de 2009, o Esquadrão Poti foi transferido da Base Aérea de Recife para a Base Aérea de Porto Velho, em Rondônia, passando a operar os helicópteros russos de ataque Mil Mi-35M Hind, denominados Mil AH-2 Sabre na FAB.

 

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram transformadas em Alas, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas sediadas em cada uma delas. Assim, a Base Aérea de Porto Velho se tornou a Ala 6, e nela estão sediados o 2º/3º GAv Esquadrão Grifo e o 2º/8º GAv Esquadrão Poti.

 

Aeronaves

 

Inicialmente o 2º EMRA foi equipado com aeronaves North American T-6D/G Texan, Neiva L-42 Regente e helicópteros Bell OH-4 Jet Ranger, estes depois substituídos ao final de 1974 pelos Bell UH-1H Iroquois. Contou também em sua dotação com aeronaves Neiva T-25 Universal e Embraer U-7 Seneca.

 

Em meados dos anos 80 o Esquadrão Poti foi equipado com helicópteros Helibras UH-50 Esquilo, montados no Brasil sob licença da Eurocopter. Essas aeronaves podiam ser armadas com casulos para lançadores de foguetes SBAT 70/7 de 70 mm e metralhadoras MAG calibre 7,62 mm ou FN Herstal calibre 12,7 mm. Em 2006 a FAB alterou a designação de todos os seus helicópteros, retirando a letras C e U do nome, dessa forma, o UH-50 Esquilo passou a ser H-50 Esquilo.

 

 Os três primeiros helicópteros russos de ataque Mil Mi-35M Hind, denominados Mil AH-2 Sabre na FAB, chegaram em dezembro de 2009 e foram oficialmente incorporadas no dia 17 de abril de 2010. Com os Sabres, o Esquadrão Poti passou a realizar missões de ataque ao solo, apoio aéreo aproximado e escolta armada. As aeronaves da FAB estão equipadas com um canhão móvel de cano duplo Gryazev-Shipunov GSh-23 calibre 23 mm, uma torreta com FLIR, TV e telêmetro laser, mísseis ar-solo guiados KBM/Degtyarev 9M120 Ataka (AT-9 Spiral-2) com 6 km de alcance (oito de cada lado em dois suportes quádruplos) e quatro lançadores para 20 foguetes ar-solo calibre 80 mm, além de lançadores múltiplos de chaff e flare instalados em ambos os lados da lateral traseira.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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